domingo, 8 de julho de 2012

ESTAMOS DE VOLTA!!!!


                                                                                    
É isso! ESTAMOS DE VOLTA, em letras grandes, como grande é nossa vontade.
Ao longo desses quase quatro anos de convivência em grupo muitas coisas aconteceram: filho nasceu, casamento começou, casamento terminou, o samba chamou, o dinheiro apertou, alguém deu um grito de independência e saiu da casa dos pais, a vida seguiu seu curso urgente. E, apesar disso tudo, o amor pelo Teatro faz com que essa Engrenagem continue se movendo.
E a forma que escolhemos para voltar foi a mais bonita: retomamos nossa pesquisa com o Transversal do Tempo, da Elis Regina (http://ciaengrenagem.blogspot.com.br/search?updated-max=2008-12-15T18:34:00-02:00&max-results=7&start=14&by-date=false), e assim surgiu o espetáculo teatral TRANSVERSAL DO TEMPO
Não poderíamos usar outro nome, senão esse. Um nome que também nos define e define nossa proposta. 
O espetáculo teatral Transversal do Tempo teve como fonte de inspiração as músicas que compõem o disco homônimo da cantora Elis Regina (1945-1982). Trabalhamos a intertextualidade das letras, tendo como base nossa vivência de grupo, nossas referências – teatrais, cinematográficas e literárias – e experiências como pessoas atuantes em sociedade. Preferimos trabalhar a atmosfera do disco/show relatada por Elis: a claustrofobia, as angústias, as escolhas (ou a falta das mesmas), o humor cáustico e corrosivo proveniente dos dias que vivemos.  E assim levar a público nosso trabalho e as coisas que nos são tão caras. Explorando o limite do real e da ficção. Emprestando da gente aos personagens. Misturando um pouco de nossas histórias com as histórias de terceiros, amparados pela força da ficção – que se impôs soberana durante todo processo.
Pretendemos contar uma história vibrante na qual o público se reconheça e reflita (ou repense) o seu papel na sociedade, do indivíduo ao coletivo. Queremos, com essa montagem, homenagear todos os artistas, grupos e companhias teatrais que lutam diariamente e com muita dificuldade para manter e propagar a sua arte; queremos celebrar também a memória da cantora Elis Regina, que partiu há 30 anos, mas nos deixou uma obra riquíssima, cuja atemporalidade nos permite colher seus frutos e que, de alguma forma metafísica, permite com que lhe digamos o seu gosto; e, por fim, agradecer ao Teatro (com T maiúsculo, todo substantivo próprio, com Tesão mesmo), que foi o que nos moveu até aqui.
O espetáculo teatral Transversal do Tempo acontece em época indefinida. Regidos pelo caos, três amigos compartilham sonhos e angústias, em uma tentativa involuntária de dar alguma particularidade a um mundo cada vez mais genérico.
Guta (Cristina Froment) é artista plástica. Vem de uma família pobre e não se conforma com injustiça social. Denuncia o mundo cão em suas exposições, retratando os marginalizados. Paralelamente, está trabalhando o projeto “Legendas”. É uma mulher independente, prática e sem tempo para acreditar em grandes amores; Dudu (Daniel Carrarini) é jornalista e crítico de cinema. Trabalha como freelancer. Homossexual, tem questões com o pai militar que não sabe da sua orientação sexual. Perto dos amigos, Dudu fica mais afetado, sarcástico e sensível. Envolveu-se com um homem casado e tudo o que quer da vida é encontrar um companheiro; Téo (Rodrigo Abrahão) é professor de Literatura. Foi pai muito jovem e tem um filho de 14 anos, Inácio. Foi apaixonado por Paula, que não teve coragem de largar o marido para ficar com ele. O grande objetivo de Téo é recuperar o afeto de Inácio.
A sala de um apartamento, onde se encontram os três personagens, é o cenário de Transversal do Tempo. Nesse lugar, repleto de livros, discos e garrafas, ocorre toda a ação dramática do espetáculo. As discussões, os embates, a visão de mundo e as demonstrações de amor fraterno unem essas pessoas nesse pequeno espaço, onde os amigos sentem-se seguros e permitem-se tudo que o cotidiano lhes priva: confidências, ingenuidade, jogos e afetos pertinentes a uma nova geração de pessoas que passaram da casa dos 30 anos e que têm muito a dizer e fazer. 
O projeto está lindo e estreará daqui a pouco!
Antes, faremos alguns experimentos, e a primeira delas aconteceu nesse fim de semana.
Tivemos a honra de apresentar o Transversal do Tempo, em versão pocket, na Off Flip-Feira Literária Internacional de Paraty-2012. Aconteceu dia 07/07/2012, no Camoka, no Centro histórico dessa bela cidade, onde fomos muito bem acolhidos. 
Nossa primeira experiência foi bastante feliz e animadora, o público se mostrou receptivo e bastante entusiasmado com o que mostramos!
Como toda engrenagem que deve ser movida e renovada, algumas peças novas sempre são necessárias. As antigas, por mais distantes que estejam, sempre farão parte disso tudo que somos juntos, mesmo que apenas como referência, mesmo que apenas como afeto. Mas agora juntou-se a nós uma nova peça que, mais que nunca, ajuda a mover essa engrenagem com frescor e, ao mesmo tempo, furor. Nosso querido diretor, Rogério Garcia
Em breve, mais notícias e fotos!


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