terça-feira, 26 de março de 2013

TRANSVERSAL DO TEMPO NA TV BRASIL


Pessoal, HOJE vai ao ar a entrevista que a Cia Engrenagem deu ao programa Estúdio Móvel, da TV Brasil, onde os atores Cristina FromentDaniel Carrarini e Rodrigo Abrahão falaram sobre a Companhia e o espetáculo Transversal Do Tempo, para a talentosa e simpática Liliane Reis! O programa vai ao ar em REDE NACIONAL, na TV BRASIL, às 18h e com reprise as 02h. E quem não estiver em casa, dá pra ver também em tempo real pela web – www.tvbrasil.org.br/webtv
Todos ligados!

sexta-feira, 15 de março de 2013

TEATRO REABERTO - TRANSVERSAL DO TEMPO RETOMA TEMPORADA

E hoje, depois de 43 dias parados por causa do fechamento dos teatros no RJ, retomamos nossa temporada de Transversal Do Tempo, no Teatro Ziembinski, às 20hs. É certo que será ótimo voltar, mas as lutas e demandas ainda são grandes, uma vez que o fechamento dos teatros nos fez acordar para a necessidade de luta não só pela reabertura dos mesmos, como também por novas e abrangentes políticas culturais na cidade. 
Somos profundamente gratos ao pessoal dos Ciclomáticos, companhia responsável pela residência artística no Teatro Ziembinski, que com muita generosidade abriram mão de estar em cena numa temporada, para nos deixar encerrar a nossa. Obrigada por tudo, pela parceria de sempre!
Também será a primeira vez que estaremos em cena sentindo a ausência física do nosso diretor,RoGer Garcia. Digo "ausência física" porque ele sempre estará junto de nós, por tudo que nos ensinou como uma das peças essenciais que moveu nossa Engrenagem. Por isso, o espetáculo de hoje, bem como nossa retomada à temporada, é dedicado a ROGÉRIO GARCIA, um homem essencialmente da ARTE, apaixonadamente do TEATRO. 
Faremos o mais bonito que pudermos e com TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA, querido amigo-irmão!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

REAGE, ARTISTA!!!!


NESTA QUINTA. SE O TEATRO ESTÁ FECHADO, A RUA É O PALCO!
ESTAREMOS AMANHÃ, DIA 28, ÀS 20 HORAS, EM FRENTE AO TEATRO ZIMEBINSKI, com Transversal Do Tempo, nesse ato contra o fechamento arbitrário dos nossos teatros, há mais de 20 dias, paralisando tantas produções e impedindo o acesso do artista ao seu trabalho e do povo à cultura!
VEM, GENTE!!!!!

Os espetáculos que tiveram suas temporadas interrompidas ou que estreariam neste período farão as apresentações em frente ao teatro onde estariam em cartaz ou no espaço público mais próximo.

Espetáculos confirmados para o Ato de 5ª feira dia 28/02/2013.

- “O médico e o monstro”- Café Pequeno às 20h

- “Um plano para dois”
Teatro Sérgio Porto, às 21h – Responsável: Nina Morena

“ Edukators”
Estaria em cartaz no Oi Futuro Flamengo. Apresentação na praça ao lado do teatro. Largo do Machado – Flamengo – às 21h -Responsável: Maria Siman

- “Transversal do Tempo”
Teatro Ziembinski, às 20 horas – Responsável: Companhia Engrenagem – Cristina Froment.

- “A Cozinheira, o bebê e a dona do restaurante”
Teatro Maria Clara Machado - Planetário, às 17h – Responsável: Cecilia Ripoll

“Silêncios Claros – Clarice Lispector”
Parque da Ruínas, às 20h – Responsável: Ester Jablonski.

“ O Crocodilo”
Estaria em cartaz no Parque das Ruínas – Apresentação na Lapa – Escadaria do Selaron, às 21h – Responsável: Clarice Zarvos

“Aos Domingos”
Teatro Maria Clara Machado - Planetário 18h30 -Responsável : Juliana Teixeira

“ Atelier”
Estaria em cartaz no Teatro Gonzaguinha - Centro Cultural Calouste. Apresentação na Central do Brasil, próximo ao teatro às 20h - Responsável: Carol Costa

- “Os transtornos passam, a dança fica”
Largo do Machado, às 18h – responsável: Companhia d Fora.
NESTA QUINTA. SE O TEATRO ESTÁ FECHADO, A RUA É O PALCO!

Os espetáculos que tiveram suas temporadas interrompidas ou que estreariam neste período farão as apresentações em frente ao teatro onde estariam em cartaz ou no espaço público mais próximo.

Espetáculos confirmados para o Ato de 5ª feira dia 28/02/2013.

- “O médico e o monstro”- Café Pequeno às 20h

- “Um plano para dois” 
Teatro Sérgio Porto, às 21h – Responsável: Nina Morena 

“ Edukators”
Estaria em cartaz no Oi Futuro Flamengo. Apresentação na praça ao lado do teatro. Largo do Machado – Flamengo – às 21h -Responsável: Maria Siman 

- “Transversal do Tempo” 
Teatro Ziembinski, às 20 horas – Responsável: Companhia Engrenagem – Cristina Froment.

- “A Cozinheira, o bebê e a dona do restaurante” 
Teatro Maria Clara Machado - Planetário, às 17h – Responsável: Cecilia Ripoll

“Silêncios Claros – Clarice Lispector” 
Parque da Ruínas, às 20h – Responsável: Ester Jablonski.

“ O Crocodilo” 
Estaria em cartaz no Parque das Ruínas – Apresentação na Lapa – Escadaria do Selaron, às 21h – Responsável: Clarice Zarvos

“Aos Domingos” 
Teatro Maria Clara Machado - Planetário 18h30 -Responsável : Juliana Teixeira

“ Atelier” 
Estaria em cartaz no Teatro Gonzaguinha - Centro Cultural Calouste. Apresentação na Central do Brasil, próximo ao teatro às 20h - Responsável: Carol Costa

- “Os transtornos passam, a dança fica” 
Largo do Machado, às 18h – responsável: Companhia d Fora.

sábado, 23 de fevereiro de 2013


Hoje eu poderia escrever LUTO aqui. Mas prefiro escrever AMOR.
Acho que isso resume bem uma pessoa que sempre terminava seus emails nos desejando “todo amor que houver nessa vida”, alguém que sempre soube amar e que amou muito, seja seus amigos, sua família, seu ofício, mas mais que tudo a arte e o teatro.

“Amar
Em todas as instâncias
de todas as formas e possibilidades
Re-amar, antiamar
Simplesmente amar!
Sem isso a vida não vale a pena!”

Essa foi a legenda que RoGer Garcia escreveu quando pedi para fotografá-lo para a exposição da Guta, de Transversal Do Tempo, onde o fotografado deveria escrever algo relacionado ao amor ou a falta de. Realmente, não esperava que ele escrevesse sobre “a falta de”. Ele amava demais. Mais que isso, acreditava no amor, em todo tipo de amor. Acreditava no bem e nas pessoas e talvez por isso tenha passado por poucas e boas pela vida, por acreditar demais. Mas também estou certa que justamente por isso ele sempre foi uma pessoa especial, rara e muito querida por todos!
Perdi hoje muito mais que um amigo. Perdi um irmão. Alguém que tive a felicidade de conhecer há vários anos, com quem muito aprendi e que, recentemente, se tornou um super parceiro. Mais que diretor convidado de Transversal do Tempo, ele se tornou uma peça essencial da Cia Engrenagem. E é difícil falar o quanto isso significou pra mim, pra nós. Me faltam palavras. Sei que foi grande, foi amor, foi eterno. Melhor: ainda é e sempre será.
Perdemos hoje um homem essencialmente da arte, apaixonadamente do teatro. Alguém que exercia seu papel com paixão e com muita seriedade. Que permitia momentos de gargalhadas, mas que sempre nos instigava, sempre nos fazia manter o foco quando sempre o perdíamos, que no meio de uma discussão acerca do texto ou do personagem lançava mão de uma pergunta que nos surpreendia e nos obrigava a mergulhar mais ainda dentro daquele trabalho. Que nos passava “deveres de casa” e os cobrava com afinco, mas que também nos afagava quando precisávamos. Que nos conduzia, mas quando contrariado lançava mão de um “me convença” e se permitia se convencer mesmo. Não era o dono da verdade, nem pretendia ser. Interessava-se mais pelo debate sincero, pelas descobertas, pelo crescimento juntos, pela parceria.
Essencialmente do bem. Generoso, amável, gentil, doce.
Das reuniões aqui em casa, regadas a muita coca-cola, guardo suas risadas, o carinho e o amor e cuidado com o trabalho, com a gente, com minha filha.
Da última vez que nos vimos, guardo seu sorriso, suas mãos nas minhas, sua fé nas pessoas e no bem, na nossa peça, na nossa companhia, na vida e no amor e nosso abraço sorridente no final.
Ainda parece brincadeira. Ainda parece que ele vai chegar aqui nos chamando de “Pestes” e vai dar aquela gargalhada gostosa e pedir mais um pouco de coca cola.
A tristeza que sinto agora é imensurável e indescritível. Vai ser difícil passar... Mas mesmo diante de toda tristeza, tenho a felicidade de saber que ele partiu num momento em que dizia estar muito feliz por estar cercado de pessoas do bem e que o amavam, ele sentia isso! Também por pensar que ele se foi num momento em que estava à frente de dois trabalhos artísticos, do qual muito se orgulhava: a produção (junto com a Cia Engrenagem) e direção da peçaTransversal Do Tempo e a produção da Banda Ensaio de Guerra.
A Cia Engrenagem perdeu uma grande peça, uma peça rara, a qual devemos muito e temos muito que agradecer!
Nós continuaremos aqui. Faremos de tudo para seguir adiante com esse e outros trabalhos que virão e ele sempre será uma de nossas peças essenciais. Faremos de tudo para que ele possa sentir orgulho de “seus meninos”, como ele nos chamava!
Amor, irmão, amor. Brilhe muito!
(Cristina Froment)
Hoje eu poderia escrever LUTO aqui. Mas prefiro escrever AMOR. 
Acho que isso resume bem uma pessoa que sempre terminava seus emails nos desejando “todo amor que houver nessa vida”, alguém que sempre soube amar e que amou muito, seja seus amigos, sua família, seu ofício, mas mais que tudo a arte e o teatro.

“Amar
Em todas as instâncias
de todas as formas e possibilidades
Re-amar, antiamar
Simplesmente amar!
Sem isso a vida não vale a pena!”

Essa foi a legenda que Rogério escreveu quando pedi para fotografá-lo para a exposição da Guta, de @[136259453180176:274:Transversal Do Tempo], onde o fotografado deveria escrever algo relacionado ao amor ou a falta de. Realmente, não esperava que ele escrevesse sobre “a falta de”. Ele amava demais. Mais que isso, acreditava no amor, em todo tipo de amor. Acreditava no bem e nas pessoas e talvez por isso tenha passado por poucas e boas pela vida, por acreditar demais. Mas  também estou certa que justamente por isso ele sempre foi uma pessoa especial, rara e muito querida por todos!
Perdi hoje muito mais que um amigo. Perdi um irmão. Alguém que tive a felicidade de conhecer há vários anos, com quem muito aprendi e que, recentemente, se tornou um super parceiro. Mais que diretor convidado de Transversal do Tempo, ele se tornou uma peça essencial da Cia Engrenagem. E é difícil falar o quanto isso significou pra mim, pra nós. Me faltam palavras. Sei que foi grande, foi amor, foi eterno. Melhor: ainda é e sempre será.
Perdemos hoje um homem essencialmente da arte, apaixonadamente do teatro. Alguém que exercia seu papel com paixão e com muita seriedade. Que permitia momentos de gargalhadas, mas que sempre nos instigava, sempre nos fazia manter o foco quando sempre o perdíamos, que no meio de uma discussão acerca do texto ou do personagem lançava mão de uma pergunta que nos surpreendia e nos obrigava a mergulhar mais ainda dentro daquele trabalho. Que nos passava “deveres de casa” e os cobrava com afinco, mas que também nos afagava quando precisávamos. Que nos conduzia, mas quando contrariado lançava mão de um “me convença” e se permitia se convencer mesmo. Não era o dono da verdade, nem pretendia ser. Interessava-se mais pelo debate sincero, pelas descobertas, pelo crescimento juntos, pela parceria.
Essencialmente do bem. Generoso, amável, gentil, doce. 
Das reuniões aqui em casa, regadas a muita coca-cola, guardo suas risadas, o carinho e o amor e cuidado com o trabalho, com a gente, com minha filha.
Da última vez que nos vimos, guardo seu sorriso, suas mãos nas minhas, sua fé nas pessoas e no bem, na nossa peça, na nossa companhia, na vida e no amor e nosso abraço sorridente no final.
Ainda parece brincadeira. Ainda parece que ele vai chegar aqui nos chamando de “Pestes” e vai dar aquela gargalhada gostosa e pedir mais um pouco de coca cola.
A tristeza que sinto agora é imensurável e indescritível. Vai ser difícil passar... Mas mesmo diante de toda tristeza, tenho a felicidade de saber que ele partiu num momento em que dizia estar muito feliz por estar cercado de pessoas do bem e que o amavam, ele sentia isso! Também por pensar que ele se foi num momento em que estava à frente de dois trabalhos artísticos, do qual muito se orgulhava: a produção (junto com a Cia Engrenagem) e direção da peça @[100003945409809:2048:Transversal Do Tempo] e a produção da Banda Ensaio de Guerra. 
A Cia Engrenagem perdeu uma grande peça, uma peça rara, a qual devemos muito e temos muito que agradecer! 
Nós continuaremos aqui. Faremos de tudo para seguir adiante com esse e outros trabalhos que virão e ele sempre será uma de nossas peças essenciais. Faremos  de tudo para que ele possa sentir orgulho de “seus meninos”, como ele nos chamava!
Amor, irmão, amor. Brilhe muito!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

UM GENEROSO OLHAR PARA TRANSVERSAL DO TEMPO

Foto de Ricârdo Leão
Pessoal, temos muito a agradecer todo o carinho e comentários carinhosos, muitas vezes entusiasmados, que temos recebido sobre nossa Transversal Do Tempo. Seja pessoalmente depois da peça, seja por mensagens ou recados na nossa página, seja no compartilhamento de nossa filipeta virtual, com palavras emocionadas e altas recomendações. Muito obrigada mesmo!
Mas nesse último fim de semana, recebemos um email diferente! Tivemos no sábado a presença do Jefferson Farias, que é deficiente visual. Mas essa "deficiência" não o impede de ir a lugares onde deseja, ele não se limita, e ainda esse ano se formará em teatro na Univercidade.
Recebemos esse email emocionado dele, intitulado: UM OLHAR PARA A TRANSVERSAL DO TEMPO
Obrigada, querido, pelas palavras, pelo carinho, pela generosidade! Ficamos muito emocionados.

UM OLHAR PARA A TRANSVERSAL DO TEMPO

                                                       Por Jefferson Farias

Há uma percepção geral de que a nossa vida é feita de encontros e desencontros. Acho que pode ser. Estas aproximações e estes distanciamentos acontecem, ao meu ver, num grande palco terreno no qual distintas experiências entram em contato e influenciam-se mutuamente. Os seres humanos, assim, ao vivenciarem e compartilharem fagulhas de vida, buscam, e as vezes dão sorte de encontrar, um refúgio abrigo apoio nos quais se sentem um pouco mais seguros e confiantes para suportar a insuportável arte de existir.
Dito isso, acredito que o amor, a arte e a amizade, não necessariamente nesta ordem, constituem três pilares fundamentais passíveis de nos auxiliar na árdua tarefa de nascer, crescer, ser feliz, envelhecer, continuar sendo feliz e morrer. "Transversal do tempo
aborda estas questões e o faz de maneira teatralmente divertida e direta.
Três artistas falando de arte e três seres humanos falando de vida.
Transversal do tempo é uma meta linguagem em si mesma, tal qual exige o processo criativo do artista.
Deixando as filosofias de lado, falarei, agora, a respeito das minhas impressões pragmáticas, ou nem tanto, a respeito do trabalho exibido na peça. Não comentarei sobre cenários e figurinos por motivos óbvios, embora tenha ficado com a impressão de que o que vocês fizeram estava em congruência com o espaço disponível que vocês tinham.
O primeiro ponto interessante a ressaltar, na minha opinião, é o modo como os atores recepcionam o público. O palco italiano, como é visível até para quem é cego, tende a "distanciar" ator e espectador de modo a dividir e hierarquizar o espaço da cena. Ao receberem as pessoas no espaço onde tradicionalmente espera-se que só haja espectador, Os artistas colocam-se, ainda que momentaneamente, no mesmo nível que eles e isso abre caminho para um outro nível de relação. Acho isso bacana. Só não entendi os salgados e as jujubas, embora tenha achado a jujuba deliciosa.
Arte, Amor e Amizade, não sei se vocês perceberam, mas são três palavras que começam com a letra A. Sabem o que isso significa?? - Nada.
Mas achei interessante e criativo os três brindes iniciais. Molière acharia uma boa ideia.
Quanto ao texto, achei ótimo e penso que vocês o interpretam muito bem. Os clichês conscientes, tanto na atuação quanto na escrita, são extremamente precisos e inteligentes. Se teatro é vida e a vida muitas vezes não passa de um clichê, nada melhor que registros clichês para exprimir esta tensão. Lançar uma luz crítica do jeito que vocês fazem é magnífico, além de ser capaz de suscitar reflexões artísticas e relacionais.
Citações, citações, citações... Os idiotas que as curtem jamais entenderão que na verdade não "há mais coisas entre o seu e a terra do que sonha nossa vã filosofia". Mas sim, talvez: "Há mais coisas vãs em nossa filosofia do que sonha o céu e a terra".
Rodrigo, Dan e Cris vocês são ótimos e estão com um belo espetáculo nas mãos. Estendam, por favor, os meus comprimentos à direção e aos demais envolvidos no processo de criação. Não desejarei sucesso porque isso vocês já tem. Então, desejarei apenas que este sucesso cresça, cresça e cresça!!!!!
Ah, quer saber, vou desejar sucesso sim.
Sucesso!!!!!!
Apenas escrevi da forma que me bateu. O trabalho de vocês é lindo e, por favor, compartilhem com o maior número de pessoas possível!

Espetáculos cancelados no Rio de Janeiro!

Queridos amigos, é com muito pesar que informamos que o espetáculo TRANSVERSAL DO TEMPO foi CANCELADO NESSE FIM DE SEMANA. Com a "caça às bruxas" depois da tragédia em Santa Maria, intensas fiscalizações estão sendo feitas e diversas casas estão sendo fechadas para averiguação no Rio de Janeiro e os TEATROS PÚBLICOS FORAM TODOS FECHADOS, TENDO TODOS OS SEUS ESPETÁCULOS CANCELADOS. 
Voltamos depois do Carnaval, dias 22, 23 e 24/02 e esperamos todos que não puderam estar presentes ainda para festejarmos juntos o Amor, a Amizade e a Arte! 
Beijos nossos! 
Até breve!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ENTREVISTA ´PARA TV BRASIL

Gravamos hoje o programa Estúdio Móvel da TV Brasil. A entrevista irá ao ar em março. Obrigado, Liliane Reis e toda a sua equipe!
Foi muito bacana a entrevista, Poder falar do nosso universo, das nossas ideologias,, da nossa crença no Teatro, desse trabalho tão querido que é Transversal Do Tempo! Em março, no ar!!!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Com muito orgulho, anunciamos nossa estreia hoje, no Teatro Municipal Ziembinski!!!!

Orgulho porque como já dissemos antes, ao longo desses quase quatro anos de convivência em grupo muitas coisas aconteceram: filho nasceu, casamento começou, casamento terminou, o samba chamou, o dinheiro apertou, alguém deu um grito de independência e saiu da casa dos pais, a vida seguiu seu curso urgente. E, apesar disso tudo, o amor pelo Teatro faz com que essa Engrenagem continue se movendo.


E a forma que escolhemos para voltar foi a mais bonita: retomamos nossa pesquisa com o Transversal do Tempo, da Elis Regina (http://ciaengrenagem.blogspot.com.br/search?updated-max=2008-12-15T18:34:00-02:00&max-results=7&start=14&by-date=false), e assim surgiu o espetáculo teatral TRANSVERSAL DO TEMPO
Não poderíamos usar outro nome, senão esse. Um nome que também nos define e define nossa proposta. 

O espetáculo teatral Transversal do Tempo teve como fonte de inspiração as músicas que compõem o disco homônimo da cantora Elis Regina (1945-1982). Trabalhamos a intertextualidade das letras, tendo como base nossa vivência de grupo, nossas referências – teatrais, cinematográficas e literárias – e experiências como pessoas atuantes em sociedade. Preferimos trabalhar a atmosfera do disco/show relatada por Elis: a claustrofobia, as angústias, as escolhas (ou a falta das mesmas), o humor cáustico e corrosivo proveniente dos dias que vivemos.  E assim levar a público nosso trabalho e as coisas que nos são tão caras. Explorando o limite do real e da ficção. Emprestando da gente aos personagens. Misturando um pouco de nossas histórias com as histórias de terceiros, amparados pela força da ficção – que se impôs soberana durante todo processo.

Pretendemos contar uma história vibrante na qual o público se reconheça e reflita (ou repense) o seu papel na sociedade, do indivíduo ao coletivo. Queremos, com essa montagem, homenagear todos os artistas, grupos e companhias teatrais que lutam diariamente e com muita dificuldade para manter e propagar a sua arte; queremos celebrar também a memória da cantora Elis Regina, que partiu há 30 anos, mas nos deixou uma obra riquíssima, cuja atemporalidade nos permite colher seus frutos e que, de alguma forma metafísica, permite com que lhe digamos o seu gosto; e, por fim, agradecer ao Teatro (com T maiúsculo, todo substantivo próprio, com Tesão mesmo), que foi o que nos moveu até aqui.

O espetáculo teatral Transversal do Tempo acontece em época indefinida. Regidos pelo caos, três amigos compartilham sonhos e angústias, em uma tentativa involuntária de dar alguma particularidade a um mundo cada vez mais genérico. 

Guta (Cristina Froment) é artista plástica. Vem de uma família pobre e não se conforma com injustiça social. Denuncia o mundo cão em suas exposições, retratando os marginalizados. Paralelamente, está trabalhando o projeto “Legendas”. É uma mulher independente, prática e sem tempo para acreditar em grandes amores; Dudu (Daniel Carrarini) é jornalista e crítico de cinema. Trabalha como freelancer. Homossexual, tem questões com o pai militar que não sabe da sua orientação sexual. Perto dos amigos, Dudu fica mais afetado, sarcástico e sensível. Envolveu-se com um homem casado e tudo o que quer da vida é encontrar um companheiro; Téo (Rodrigo Abrahão) é professor de Literatura. Foi pai muito jovem e tem um filho de 14 anos, Inácio. Foi apaixonado por Paula, que não teve coragem de largar o marido para ficar com ele. O grande objetivo de Téo é recuperar o afeto de Inácio.

A sala de um apartamento, onde se encontram os três personagens, é o cenário de Transversal do Tempo. Nesse lugar, repleto de livros, discos e garrafas, ocorre toda a ação dramática do espetáculo. As discussões, os embates, a visão de mundo e as demonstrações de amor fraterno unem essas pessoas nesse pequeno espaço, onde os amigos sentem-se seguros e permitem-se tudo que o cotidiano lhes priva: confidências, ingenuidade, jogos e afetos pertinentes a uma nova geração de pessoas que passaram da casa dos 30 anos e que têm muito a dizer e fazer. 
 
Antes da atual estreia, o espetáculo foi apresentado como work in progress (uma espécie de ensaio aberto) durante a Off-Flip (Feira Literária Internacional de Paraty) no ano passado. Também em 2012, novos ensaios abertos foram apresentados no Empório Almir França, no Rio de Janeiro.


FICHA TÉCNICA
Texto:
 Rodrigo Abrahão
Direção: Rogério Garcia
Elenco: Cristina Froment, Daniel Carrarini e Rodrigo Abrahão
Cenário e figurino: Almir França              
Iluminação: Pablo Rodrigues
Trilha Sonora: Rodrigo Gondim e Cia Engrenagem
Fotografia: Cristina Froment e Hugo Gonçalves
Produção: Bia Pimenta e Cia. Engrenagem

SERVIÇO
Espetáculo TRANSVERSAL DO TEMPO
Estreia:
 11 de Janeiro
Temporada: de 11 de Janeiro a 24 de Fevereiro
Pausa no Carnaval: não haverá espetáculo no período de 8 a 17 de Fevereiro 
Local: Teatro Municipal Ziembinski
Endereço e telefone: Rua Heitor Beltrão, s/n° - Tijuca; (21) 2254-5399
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 75 minutos
Lotação: 132 lugares
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia entrada)

domingo, 2 de setembro de 2012

VEM, GENTE!!!!!




domingo, 8 de julho de 2012

ESTAMOS DE VOLTA!!!!


                                                                                    
É isso! ESTAMOS DE VOLTA, em letras grandes, como grande é nossa vontade.
Ao longo desses quase quatro anos de convivência em grupo muitas coisas aconteceram: filho nasceu, casamento começou, casamento terminou, o samba chamou, o dinheiro apertou, alguém deu um grito de independência e saiu da casa dos pais, a vida seguiu seu curso urgente. E, apesar disso tudo, o amor pelo Teatro faz com que essa Engrenagem continue se movendo.
E a forma que escolhemos para voltar foi a mais bonita: retomamos nossa pesquisa com o Transversal do Tempo, da Elis Regina (http://ciaengrenagem.blogspot.com.br/search?updated-max=2008-12-15T18:34:00-02:00&max-results=7&start=14&by-date=false), e assim surgiu o espetáculo teatral TRANSVERSAL DO TEMPO
Não poderíamos usar outro nome, senão esse. Um nome que também nos define e define nossa proposta. 
O espetáculo teatral Transversal do Tempo teve como fonte de inspiração as músicas que compõem o disco homônimo da cantora Elis Regina (1945-1982). Trabalhamos a intertextualidade das letras, tendo como base nossa vivência de grupo, nossas referências – teatrais, cinematográficas e literárias – e experiências como pessoas atuantes em sociedade. Preferimos trabalhar a atmosfera do disco/show relatada por Elis: a claustrofobia, as angústias, as escolhas (ou a falta das mesmas), o humor cáustico e corrosivo proveniente dos dias que vivemos.  E assim levar a público nosso trabalho e as coisas que nos são tão caras. Explorando o limite do real e da ficção. Emprestando da gente aos personagens. Misturando um pouco de nossas histórias com as histórias de terceiros, amparados pela força da ficção – que se impôs soberana durante todo processo.
Pretendemos contar uma história vibrante na qual o público se reconheça e reflita (ou repense) o seu papel na sociedade, do indivíduo ao coletivo. Queremos, com essa montagem, homenagear todos os artistas, grupos e companhias teatrais que lutam diariamente e com muita dificuldade para manter e propagar a sua arte; queremos celebrar também a memória da cantora Elis Regina, que partiu há 30 anos, mas nos deixou uma obra riquíssima, cuja atemporalidade nos permite colher seus frutos e que, de alguma forma metafísica, permite com que lhe digamos o seu gosto; e, por fim, agradecer ao Teatro (com T maiúsculo, todo substantivo próprio, com Tesão mesmo), que foi o que nos moveu até aqui.
O espetáculo teatral Transversal do Tempo acontece em época indefinida. Regidos pelo caos, três amigos compartilham sonhos e angústias, em uma tentativa involuntária de dar alguma particularidade a um mundo cada vez mais genérico.
Guta (Cristina Froment) é artista plástica. Vem de uma família pobre e não se conforma com injustiça social. Denuncia o mundo cão em suas exposições, retratando os marginalizados. Paralelamente, está trabalhando o projeto “Legendas”. É uma mulher independente, prática e sem tempo para acreditar em grandes amores; Dudu (Daniel Carrarini) é jornalista e crítico de cinema. Trabalha como freelancer. Homossexual, tem questões com o pai militar que não sabe da sua orientação sexual. Perto dos amigos, Dudu fica mais afetado, sarcástico e sensível. Envolveu-se com um homem casado e tudo o que quer da vida é encontrar um companheiro; Téo (Rodrigo Abrahão) é professor de Literatura. Foi pai muito jovem e tem um filho de 14 anos, Inácio. Foi apaixonado por Paula, que não teve coragem de largar o marido para ficar com ele. O grande objetivo de Téo é recuperar o afeto de Inácio.
A sala de um apartamento, onde se encontram os três personagens, é o cenário de Transversal do Tempo. Nesse lugar, repleto de livros, discos e garrafas, ocorre toda a ação dramática do espetáculo. As discussões, os embates, a visão de mundo e as demonstrações de amor fraterno unem essas pessoas nesse pequeno espaço, onde os amigos sentem-se seguros e permitem-se tudo que o cotidiano lhes priva: confidências, ingenuidade, jogos e afetos pertinentes a uma nova geração de pessoas que passaram da casa dos 30 anos e que têm muito a dizer e fazer. 
O projeto está lindo e estreará daqui a pouco!
Antes, faremos alguns experimentos, e a primeira delas aconteceu nesse fim de semana.
Tivemos a honra de apresentar o Transversal do Tempo, em versão pocket, na Off Flip-Feira Literária Internacional de Paraty-2012. Aconteceu dia 07/07/2012, no Camoka, no Centro histórico dessa bela cidade, onde fomos muito bem acolhidos. 
Nossa primeira experiência foi bastante feliz e animadora, o público se mostrou receptivo e bastante entusiasmado com o que mostramos!
Como toda engrenagem que deve ser movida e renovada, algumas peças novas sempre são necessárias. As antigas, por mais distantes que estejam, sempre farão parte disso tudo que somos juntos, mesmo que apenas como referência, mesmo que apenas como afeto. Mas agora juntou-se a nós uma nova peça que, mais que nunca, ajuda a mover essa engrenagem com frescor e, ao mesmo tempo, furor. Nosso querido diretor, Rogério Garcia
Em breve, mais notícias e fotos!


domingo, 6 de dezembro de 2009

Exercício experimental de liberdade


Inconformismo estético, inconformismo social, Hélio Oiticica

O imaginário da revolução mobiliza o sentido político da vanguarda nos anos 60. Programas, manifestos, declarações, intervenções e obras compõem uma atividade extensa, que manifesta, na experimentação, o desejo de transformação social. A produção artística responde ao que se apresentava naquele momento, particularmente no período 1965-68, como necessidade: articular a produção cultural em termos de inconformismo e desmistificação; vincular a experimentação de linguagem às possibilidades de uma arte participante; reagir à repressão. Experimentação e participação agenciam uma outra ordem do simbólico (o comportamento), visando a instaurar a “vontade de um novo mito”; uma imagem da arte como atividade em que não se distinguem os modos de efetivar programas estéticos e exigências ético-políticas.
O imaginário de Oiticica é aquele que se interessa, não pelos simbolismos da arte, mas pela função simbólica das atividades, cuja densidade teórica está na suplantação da pura imaginação pessoal em favor de um “imaginativo” coletivo. Isto se cumpre quando as atividades possuem visão crítica na identificação de práticas culturais com poder de transgressão; não pela simples figuração das indeterminações e conflitos sociais, ou, ainda, pela denúncia da “alienação” dos discursos (totalizadores) sobre a “realidade brasileira”. A participação coletiva (planejada ou casual) provém da abertura das proposições; evita as circunscrições habituais da “arte” e o puro exercício espontaneísta de uma suposta criatividade generalizada. O essencial das manifestações antiartísticas é a confrontação dos participantes com situações; concentrando o interesse nos comportamentos, na ampliação da consciência, na liberação da fantasia, na renovação da sensibilidade, desterritorializam os participantes, proscrevem as obras de arte, coletivizam ações.
Toda a experimentação de Oiticica compõe um programa coerente que problematiza a situação brasileira e internacional da criação e se desenvolve como versão da produção contemporânea que explora a provisoriedade do estético e ressignifica a criação coletiva, a marginalidade do artista, o político da arte. A tendência básica do programa é a transformação da arte em outra coisa; em “exercícios para um comportamento”, operados pela participação. Ora, a virtude própria dos comportamentos é a de se manifestarem sem ambigüidades, como potências de um puro viver; apontam para um além-participação, em que a invenção enfatiza os processos, explorando o movimento da vida como manifestação criadora. Prática revolucionária, a transmutação da arte em comportamento se dá quando o cotidiano é fecundado pela imaginação e é investido pelas forças do êxtase. Desrealizados, os comportamentos libertam as possibilidades reprimidas; afrouxam a individualidade, confundem as expectativas: manifestam poder de transgressão. Esse modo de atuação rompeu com as propostas de resistência em desenvolvimento no país, apontando para práticas alternativas. Desacreditando dos projetos de longo alcance, de concepções históricas feitas de regularidades, essa atitude desligou o finalismo, afirmando o poder de transgressão do intransitivo.

Celso Favaretto



Parte do depoimento da artista plástica Regina Vater, amiga de Hélio (Após o incêndio de 17 de outubro)

Primeiro, quero ressaltar que Hélio, durante todo este tempo de nossa bela amizade, continuou produzindo sua obra com extremo cuidado, carinho e precisão. Era um amante da precisão, a ponto de que, por exemplo, se ele estivesse batendo à máquina (lembre-se que naquela época não existiam computadores, e nem me lembro se Hélio tinha máquina elétrica, me parece que não, já que seu dinheiro era ultra-incerto) e cometesse um erro, ele jamais usava a tinta branca de correção, mas tirava imediatamente o papel da máquina e começava a bater tudo de novo. Juro que o vi fazer isso várias vezes.
Hélio vivia numa extrema frugalidade. SEMPRE viveu assim e foi até mais frugal depois que voltou para o Brasil. E foi dentro desta pobreza franciscana (Hélio morreu dormindo num colchão, no chão, naquele apartamento que a Sônia, ex-mulher do Jorge Salomão, emprestou para ele). Foi dentro desta grande precariedade que ele continuou criando a sua obra. Tecida das veias da adversidade.Por exemplo, Hélio nunca pegava táxi. Não tinha dinheiro para isto. Mas nem por causa disso eu o vi se queixando. Não se queixava jamais. Achava até gostoso andar de ônibus. Dizia que quando eles disparavam, no Aterro, ele curtia um ‘barato’.Lógico que de vez em quando pintava 'grana', mas não da arte, desta nunca!, já que ele era 'marginal ao mercado.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O PRIMEIRO DIA - XIX Festival de Esquetes Elbe de Holanda

"É preciso levar em conta a pobre e triste condição do homem. Os homens começam com medo, coitados. E terminam em fazer o que não presta quase sem querer. É medo. [...] Medo de muitas coisas. Do sofrimento. Da solidão. E, no fundo de tudo, medo da morte." [O AUTO DA COMPADECIDA – ARIANO SUASSUNA]





Notícia das melhores: mal saiu da Mola e a Engrenagem já tem agendada uma nova apresentação!


Isso mesmo! Fomos selecionados para o IX Festival de Esquetes Elbe de Holanda (veja mais informações no link), o mesmo que há exato um ano atrás foi responsável pela estreia da companhia e onde fomos indicados ao Prêmio Revelação, por Tudo Aquilo que Eu Esperava.


Iremos abrir o festival, dia 07/11, às 20hs, com o esquete O Primeiro Dia, do qual já falamos aqui há um tempo atrás.


Dentro do processo de pesquisa e criação da Companhia Engrenagem de Arte Revolucionária, em determinado momento, nos deparamos com o álbum Transversal do Tempo Ao Vivo, da cantora Elis Regina. Lançado em 1978, a temática do espetáculo permanece atual. As músicas falam de desencontros, injustiças, (des)amores, degradação ambiental, política, solidão, medo, entre outras coisas. Elis Regina definia o show como jornalístico. Nós percebemos que havia um material especialíssimo. Naquele show e naquelas músicas encontravam-se os temas que queríamos, há muito, abordar.

Mas como a Cia. colocaria isso na prática?

Optamos por trabalhar a intertextualidade das canções. As entrelinhas. O sentimento macro embutido na letra. É importante ressaltar que as músicas em momento algum serão executadas durante a cena. Elas apenas serviram de base para a construção de um personagem.

Foi realizada uma pesquisa literária e cinematográfica. A Cia. Engrenagem foi atrás de obras da literatura mundial e do cinema nacional, cujo texto e discurso, entrassem em concomitância com as músicas do disco de Elis Regina. Entramos em contato com as obras de Lucia Murat, Bertold Brecht, Eduardo Galeano, Maria Adelaide Amaral, e, entre outros, Mia Couto, Walter Salles e Daniela Thomas.


Um dos sentimentos e temas que a Cia. quis trazer à tona é o medo. Nos dias de hoje, as pessoas têm medo de tudo. Estão reféns de várias coisas. Violência, opressão. Claustrofobia. A falta de folhas, de escolhas, de ar. E o filme O Primeiro Dia, de Walter Salles e Daniela Thomas, aborda esse tema.

O primeiro passo foi a adaptação. O roteiro do esquete passou por diversos tratamentos, onde cada personagem foi construído através ou da intertextualidade de uma música, ou através de referências literárias – no caso específico desse esquete, o autor moçambicano Mia Couto.

Ainda no campo da pesquisa, ao nos decidirmos por O Primeiro Dia, a cena já se delineava: uma cidade em meio ao fim do milênio. Inseridos nela, três personagens distintos, mas com destinos cortados pelo mesmo sentimento: medo. Investimos, então, na busca desses personagens. Quem são? Qual sua relação com a vida? Com o lugar? Com os outros? Qual o grito preso na garganta de cada um? Nos deparamos, então, com a seguinte frase da cineasta Lucrécia Martel:
"acho que a gente não precisa saber tudo do personagem. de onde vem, pra onde vai. podemos trabalhar com mistérios. eu vivo há cinco anos com uma pessoa e não sei tudo dela. e nem vou saber. é bom preservar os mistérios".

E é nesse mistério que se baseia a encenação de O primeiro dia. A encenação é feita através do jogo com espelhos, criando um clima de tensão e, ao mesmo tempo, libertação dos personagens. Uma flor é a metáfora de uma arma de fogo e a morte se dá ao recebê-la e se desvencilhar de uma peça de figurino, que cai, ao lado do personagem, que se liberta. Os atores são vestidos de acordo com os humores e opressões daqueles que representam com intensidade: João, Chico e Maria.

Um trabalho intenso, visceral.


Esperamos vocês nesse primeiro dia!

BALANÇO DA MOLA - 2009

Circo Voador lotado, inúmeras manifestações artísticas, arte por todos os cantos! Quatro dias muito intensos.

No sábado, o público lotou a tenda verde onde foi a apresentação e a Engrenagem novamente fez bonito!

Foi emocionante ver a plateia interagindo com a cena. Pessoas que paravam à porta da tenda para dar uma espiada e logo eram pegas por Plínio e Nelson em cena, fazendo-os ficar ali, procurar um cantinho em meio às almofadas e colchonetes, ou até ficando em pé mesmo, mas com largos sorrisos nos rostos e palmas entusiasmadas ao final.

Valeu Juliana Sansana e Curadoria de Cênicas da MOLA!
Valeu, Mola!
Valeu, Circo Voador!
Valeu, galera!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CON$UMADO - 3º Ato - Tudo Aquilo que Eu Esperava

A MOLA - Mostra Livre de Artes começa amanhã!

Neste quinto ano, quatro dias seguidos de evento, de 28 a 31 de outubro, os portões do Circo Voador estarão abertos a partir das 20:00hs. A entrada será GRATUITA até as 21:30hs! Após esse horário, o ingresso custará R$ 20,00, mas com meia entrada para estudantes, ou doando um livro, ou um gibi. Não dá pra perder, né?

Além do palco, o espaço do Circo, foi dividido em 3: Picadeiro (pista em frente ao palco); Quintal (área externa entre as palmeiras) e Tenda Cênica (uma tenda de cor branca q será iluminada cada dia por uma cor). Espalhados e divididos por esses espaços performances, poesia, artes plásticas, cinema, arte circense, música e teatro.

A Cia Engrenagem de Arte Revolucionária, apresenta no último dia, 31/10, na Tenda Cênica, o

Con$umado - 3º Ato - Tudo Aquilo que eu Esperava

Sim, como vocês já devem ter visto aqui no blog, ele faz parte do Con$umado, fruto da pesquisa da Companhia sobre o Consumismo. Devido a adaptação para o espaço e evento, visto que serão diversas atrações numa só noite, é que apresentaremos o que denominamos de 3º Ato.

Não deixem de comparecer, nos prestigiar e prestigiar esse mix de arte livre!!!

A programação completa da MOLA está no site do Circo Voador:


Nos vemos lá!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ENGRENAGEM na MOLA-Mostra Livre de Artes 2009 / CIRCO VOADOR!

A Engrenagem foi selecionada para a quinta edição da MOLA-Mostra Livre de Artes, que acontece anualmente no Circo Voador!

Nossa apresentação será dia 31/10/09, em horário ainda a ser definido pela produção. Todos podem confirmar a programação, bem como tudo que rola nesse super evento no site do Circo Voador (é só clicar no link!).


Confiram e compareçam! Esperamos vocês lá!


"A MoLA - Mostra Livre de Artes - chega ao seu 5º ano se afirmando como o quintal das ideias. Então se a MoLA fosse uma conta matemática, não tenha dúvidas de que seria a soma. Porque é a união de jovens produtores, mais artistas que querem dizer ou cantar ou pintar ou encenar ou reproduzir alguma coisa, mais um público interessado que só cresce a cada edição, que torna a MoLA um verdadeiro quintal de todas as idéias! Neste quinto ano, teremos quatro dias seguidos de evento, de 28 a 31 de outubro, com entrada franca até determinado horário, e atrações na área da música, cinema, teatro e artes plásticas. E uma ou outra coisa que a gente ainda não sabe classificar. Como serão estas apresentações, nós vamos descobrir juntos. A única certeza que temos é que, se chegamos até aqui, não fizemos isso sozinhos!"






quinta-feira, 8 de outubro de 2009

para nos seguir...




segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Adiós, La Negra!

Aos 74 anos, morre a cantora Mercedes Sosa

A cantora argentina Mercedes Sosa morreu neste domingo, no hospital Trinidad, em Buenos Aires, onde estava internada desde meados de setembro. Os motivos divulgados de sua morte foram complicações renais e hepáticas, além de problemas respiratórios. A intérprete de 74 anos sofria do Mal de Chagas desde o final dos anos 1970. As vozes mais à esquerda poderiam resumir o parágrafo acima a quase um slogan: "a voz dos sem voz se calou". O coro postado mais à direita provavelmente se sentiria aliviado: durante a ditadura militar que governou a Argentina entre 1976 e 1983, Mercedes era o grilo falante e cantante que insistia em evocar a consciência de que a intolerância e a perseguição política não se afina com a dignidade humana. Deixando de lado as paixões políticas, seria justo dizer que morreu uma das principais cantoras latino-americanas, a voz maior de clássicos como Volver a los 17, uma artista que ignorou fronteiras artísticas e geográficas, celebrando um ideal latino ao dividir canções, álbuns e palcos com Milton Nascimento, Charly García, Fagner, Antonio Tarragó Ros, Beth Carvalho, Joan Manuel Serrat, Shakira e Fito Páez. Para aquela que imortalizou Gracias a la Vida (da chilena Violeta Parra), a boa música exigia independência artística. Por exemplo, no show que La Negra (apelido recebido pela cor de sua vasta cabeleira) fez há dois anos nem Porto Alegre, o repertório incluía Coração de Estudante (Nascimento e Wagner Tiso), mas também Gente Humilde (Garoto, Vinicius de Moraes e Chico Buarque) e Un Vestido y un Amor (Páez) e El Cosechero, que ela interpretou ao lado de seu amigo Luiz Carlos Borges, acordeonista gaúcho. Na entrevista que concedeu a Zero Hora em 2007, Mercedes mostrou que sua o fato de colocar sua voz forte incondicionalmente a serviço de quem é fraco não a fazia perder sua lucidez. Comentando avanços sociais e políticos na América Latina, ela cravou: — Não é a esquerda que está no poder, são alguns políticos de esquerda que estão no poder. Depois do desmembramento da União Soviética, o capitalismo está sozinho. Essa lucidez sempre custou caro a Mercedes. Ela teve de exilar-se em Madri entre 1979 e 1982, depois de receber ameaças de morte de grupos extremistas de direita. Sua partida, inclusive, foi precipitada por um show que fez em La Plata, quando ela e todo o público que a tinha ido assistir foram detidos. Porto Alegre também foi testemunha de um episódio de provocação terrorista contra ela. Em 1980, durante um show no Gigantinho, alguém detonou uma bomba de efeito moral para provocar correria e choro entre a plateia e inviabilizar o concerto da argentina. Até que Mercedes assumiu o comando com sua voz, e acalmou o público, que se juntou a ela em um coro emocionado. Anos mais tarde, Mercedes recebeu uma homenagem mais formal de parte dos gaúchos: em 1996, ela foi agraciada com a Medalha Simões Lopes Neto, outorgada pelo governo do Rio Grande do Sul. Um dos últimos reconhecimentos que Mercedes recebeu foram três indicações para o Grammy Latino 2009 pelo álbum Cantora 1, que reúne duetos dela com vários artistas. O anúncio do vencedor será realizado no dia 5 de novembro em Las Vegas, mas o resultado da vida de Mercedes já é conhecido desde há muito tempo: La Negra iluminou com sua voz alguns dos tempos mais escuros que a América Latina já experimentou.

Nos últimos tempos, cansada e doente, assegurava estar feliz, rodeada de afeto. "Tenho sorte", dizia, "porém me custou muito". A Negra Sosa lutou até o final para cumprir os objetivos do Manifesto do Novo Cancioneiro que firmou em Mendonza, em 1964, quando tinha apenas 28 anos, no qual se propunha renovar a canção popular argentina para conseguir que "se integrasse na vida do povo, expressando seus sonhos, suas alegrias, suas lutas e suas esperanças".
[Fonte: Renato Mendonça-Zero Hora/RS]

domingo, 27 de setembro de 2009

UM ANO!

Parece que foi ontem que estávamos ali, sentados naquela mesa do bar Antigamente, traçando metas e criando planos...
Acreditamos. Acreditamos pra valer. Nos demos as mãos e decidimos caminhar juntos.

Muitos filmes e documentários depois, leituras de textos, peças, discussões, saraus, músicas, poemas, construções, busca por salas de ensaio, ocupações de espaços públicos para ensaiar, experimentações, longos e-mails, longas conversas, ensaios em tão-tão distante, risadas, abraços apertados, sorrisos, descobertas, mãos dadas... percebemos o quanto ainda temos a fazer juntos, o quanto queremos fazer juntos, o quanto somos necessários um ao outro, o quanto essa engrenagem necessita de cada uma das suas peças para funcionar!

Foi um ano de conhecimento, de experimentações, de descobertas, mas, acima de tudo, de parceria. De olhar o outro e através do outro para, juntos, seguirmos em frente e construírmos (no plural). Um ano de transformações. De saber, principalmente, o quanto a arte nos é necessária e do quanto queremos dizer com ela. Do quanto podemos e devemos transformar.

Acima de tudo, queremos.

Salve, Engrenagem e todas as suas peças.

E todos aqueles que, direta ou indiretamente nos apóiam, ouvem, acompanham, seguem, acreditam.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PROTESTO E APOIO

Nós da Cia Engrenagem de Arte Revolucionária apoiamos o protesto da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT), visando manter a preservação do seu projeto pedagógico original, que será foco do ato público em que os artistas entregarão uma carta ao Secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, sr. Edson Salvo Melo. Nesta carta, também irão solicitar que se reveja a demissão de Edgar Castro - escolhido democraticamente pela comunidade escolar e com ampla aderênciade todos - e que se possa dialogar sobre a presença da Sra. Eliana Gonçalves.

A concentração para o ato será às 14h em frente à ELT: Praça Rui Barbosa s/ nº, bairro Santa Terezinha, Santo André. Segue em passeata até o Paço Municipal de Santo André.

A Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT), projeto artístico-pedagógico que se firmou como referência para a formação de atores no Brasil e que se aproxima agora dos seus 20 anos de enraizamento na cidade, acaba de ter seu coordenador, o ator Edgar Castro, sumariamente demitido.

Nesta sexta-feira, onze de setembro, artistas representantes dos principaiscoletivos de artes cênicas das cidades de Santo André e São Paulo - entre os confirmados as atrizes Maria Alice Vergueiro e Leona Cavalli, o ator Antônio Petrim, os diretores Francisco Medeiros e Cibele Forjaz - farão um ato público em prol da manutenção do projeto artístico-pedagógico original, que se encontra ameaçado.
Internacionalmente conhecida por seu projeto inovador desde sua fundação, em 1990, a ELT foi idealizada pela artista-pedagoga Maria Thaís Lima Santos,(hoje professora doutora da USP e coordenadora do TUSP), e coerentemente transformada pela experiência e pelos diversos mestres que passaram por ela tais como: Luis Alberto de Abreu Antonio Araújo, Tiche Vianna, Francisco Medeiros, Cacá Carvalho, Renata Zhaneta, Cibele Forjaz, Cláudia Schapira, Denise Weinberg, Sergio de Carvalho.

Da palavra "Livre" - presente no nome da Escola - emerge um campo pedagógico próprio, que pressupõe o conceito de deliberação coletiva, derivado do contínuo diálogo entre mestres, aprendizes e funcionários (constituintes legítimos da comunidade ELT), num processo de não-hierarquização, radicalmente contrário a imposições.

Desde o final do ano passado, após a eleição do atual prefeito Dr. Aidan Ravin, a comunidade da Escola Livre de Teatro tem se reunido para conhecer o projeto cultural para a cidade de Santo André. Em 28 de novembro, organizou um ato público, o Encontro Cultural da Cidade, quando se esperava como convidado principal Dr. Aidan Ravin. O então futuro prefeito não compareceu, mas fez-se presente através de seus assessores e do vereador recém eleito Gilberto do Primavera, que firmou publicamente seu compromisso com a cultura da cidade e com a manutenção do projeto original da ELT.

No entanto, como primeira medida, designaram para escola uma nova coordenadora não pertencente ao quadro de mestres e desconhecedora do projeto em curso. Em assembléia geral da escola, em 3 de fevereiro de 2009, com a presença de toda comunidade ELT e da coordenadora, o atual Secretário de Cultura, sr. Edson Salvo Melo, não só reiterou a continuidade do projeto artístico-pedagógico como também acenou a reforma física do prédio da ELT, readequando o espaço para as atuais necessidades da escola.

Passados oito meses da nova gestão, de contínuas tentativas de diálogo entre a comunidade, a coordenadora sra. Eliana Gonçalves e os funcionários também recém transferidos para a escola, encontros mediados pelo coordenador Edgar Castro (mestre da escola há 11 anos), foram surpreendidos por esta repentina demissão feita pelo diretor de cultura Sr. Pedro Botaro no dia oito de setembro.

A comunidade da Escola Livre de Teatro, torna público o último fato que ameaça o projeto político pedagógico original da escola reconhecida e respeitada nacional e internacionamente, podendo inclusive comprometer definitivamente a continuidade da instituição que vem sendo construída ao longo de 19 anos.



terça-feira, 1 de setembro de 2009

COMUNICADO

A tão esperada estreia do dia 05/09 foi adiada por motivos alheios a nossa vontade...

Atenção, foi apenas ADIADA!!!

Continuamos no mesmo embalo preparatório, aguardando ansiosamente a hora de colocarmos nosso grito pra fora.

Quando ela chegar, gritaremos aqui primeiro, avisando a todos a nova data!